Bolívia: movimentos sociais pedem em marcha que Justiça permita que Evo dispute reeleição


Evo Morales, presidente da Bolívia (foto: Sebastian Baryli / Creative Commons)

Evo Morales, presidente da Bolívia (foto: Sebastian Baryli / Creative Commons)

Grupos indígenas, camponeses, autoridades municipais e movimentos populares da Bolívia anunciaram a organização de uma marcha que deve ocorrer na terça-feira (07). A manifestação começará na cidade de El Alto e seguira até a Praça São Francisco, em La Paz, capital do país. Os participantes pedem que a Justiça libere o presidente boliviano, Evo Morales, para concorrer a uma nova eleição.

Segundo os organizadores, esta marcha deve superar a anterior, que contou com a participação de 50 mil pessoas. O deputado do Movimento Pelo Socialismo (MAS), Franklin Flores, afirmou que todos sairão das comunidades para defender o processo de mudança, respaldar o governo e consolidar a liderança do presidente.

Em um referendo realizado no fim de fevereiro, o governo propôs uma emenda à Constituição boliviana para permitir a segunda reeleição presidencial no país. A campanha entre o “sim” à emenda, promovida pelo governo, e o “não”, promovida pela oposição com amplo apoio da imprensa, foi acirrada, assim como o resultado final: o “não” venceu com 51,3 por cento dos votos, contra 48,7 por cento para o “sim”.

A regra que limita as reeleições foi feita enquanto Morales já ocupava seu primeiro mandato e, como a lei não pode retroagir, a contagem do número máximo de reeleições começou a partir da eleição seguinte, que deu direito ao presidente de exercer seu segundo mandato. Reeleito para um terceiro, ele pede à Justiça que derrube o limite para que possa se candidatar novamente. (pulsar/opera mundi)

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