Professores gaúchos entram em greve por tempo indeterminado


Em assembleia geral, a categoria decidiu o início imediato da paralisação (Maia Rubim/Sul21)

Em assembleia geral, a categoria decidiu o início imediato da paralisação
(Maia Rubim/Sul21)

Os professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul decretaram na última terça-feira (5) greve por tempo indeterminado. Em assembleia geral, a categoria decidiu o início imediato da paralisação.

Para voltar às aulas, os professores exigem o fim do parcelamento de salários e que o governo pague os juros devidos pelos educadores ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) por causa dos 21 meses de salário parcelado. A categoria pede também a retirada de projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa e que são considerados prejudiciais à classe.

No último dia 31, os servidores estaduais gaúchos receberam a primeira parcela do salário de agosto, de 350 reais. a A presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato), Helenir Aguiar Schürer, destacou que  a categoria está com suas contas atrasadas, pagando juros absurdos ao banco e adoecendo devido à incompetência do  governo.

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou que, por enquanto, não vai se manifestar sobre a greve por entender que o parcelamento de salários é assunto que foge da competência da pasta.

No mês passado, o governo do Rio Grande do Sul só conseguiu zerar a folha de pagamento porque deixou de pagar parcela da dívida com a União. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) informou que tem amparo de uma liminar obtida no Supremo Tribunal Federal (STF) para repetir a medida.

O governo informou, ainda, que a Sefaz tinha apenas 221 milhões de reais em caixa na virada do último mês para pagar uma folha que totaliza 1 bilhão e 143 milhões de reais. Tal valor não considera, porém, as consignações e tributos. O estado prevê que os salários dos servidores sejam integralizados até o dia 13 deste mês. (pulsar/rba)

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