Comunidades atingidas por obras do VLT em Fortaleza tem direito à moradia violado


Há 4 anos, moradores protestam contra remoção das comunidades Foto: (Edimar Soares)

Há 4 anos, moradores protestam contra remoção das comunidades Foto: (Edimar Soares)

Atualmente 12 comunidades estão ameaçadas de remoção por obras da Copa de 2014  em Fortaleza, capital cearense. Moradores questionam se o motivo seria somente a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e desconfiam de favorecimento ao mercado imobiliário.

A confeiteira Cássia Sales, moradora da comunidade Trilha do Senhor explica que esse processo de remoção começou há 4 anos. Ela, assim como demais moradores de sua área se recusam a fazer o cadastro da Prefeitura. Para os moradores as alternativas apresentadas pelas autoridades violam o direito à moradia.

Na comunidade de Parangaba, por exemplo, o valor do metro quadrado é avaliado atualmente e torno 4 mil reais enquanto o valor avaliado para os moradores foi de 248 reais. Já na comunidade de Mucuripe, próximo a orla marítima, a avaliação é de 700 a 800 reais o valor do metro quadrado. Para Cássia, a construção do VLT é utilizada como  intenção de tirar as comunidade pobres da área para valorizar ainda mais os preços dos imóveis no local.

Aos moradores que aceitam fazer o cadastro são oferecidas as opções do aluguel social no valor irrisório de 400 reais mensais, um apartamento no projeto Minha Casa Minha Vida ou indenizações muito abaixo do valor do mercado.

Cássia, assim como demais famílias afirma que nenhuma das três opções são viáveis e por isso se recusam a deixar o local. De acordo com ela, os apartamentos oferecidos, além de se localizarem muito distantes das comundades, tem área útil de apenas 38 metros quadrados.

A Prefeitura entrou com uma medida cautelar contra os moradores, como Cássia, que se recusam a fazer o cadastro, obrigando-os  por meio de ordem judicial. A Defensoria Pública entrou com recurso para recorrer contra esta decisão. (pulsar)

 

Audios:

  • Cássia Sales, moradora da comunidade Trilha do Senhor:

    Fala sobre a diferença entre o valor do metro quadrado e a indenização da prefeitura

    Clique para baixar (549 KB)
  • Cássia Sales, moradora da comunidade Trilha do Senhor:

    Explica porque se recusam a deixar o local

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