Com chegada de megaeventos esportivos, Brasil se torna foco da indústria de vigilância


Brasileiros serão monitorados durante jogos de 2014 (foto:dispositivodevisibilidade)

Brasileiros serão monitorados durante jogos de 2014 (foto:dispositivodevisibilidade)

Uma recente publicação do wikileaks mostra que com a chegada dos megaeventos esportivos como a Copa 2014 e Olimpíadas de 2016, o Brasil se tornou prioritário para a indústria de vigilância global.

Pouco depois de ser informada sobre a espionagem que sofrera da Agência de Segurança Americana (NSA), a presidenta Dilma Rousseff pediu para incluir no Marco Civil da Internet um dispositivo que permita suspender a operação de empresas que cooperarem com esquemas de espionagem internacionais.

No entanto, boa parte da crescente demanda por vigilância na Copa do Mundo será suprida por empresas multinacionais de vigilância que provêm equipamentos e softwares para polícias de todo o mundo, incluindo o governo americano e a NSA.

Grande parte delas é mencionada na recente publicação feita pelo WikiLeaks, o projeto Spy Files 3, com 249 documentos de 92 empresas do setor. As informações dão conta que a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE) vem adquirindo várias tecnologias para segurança pública. Já foram gastos 200 milhões em contratos de âmbito nacional.

Feiras de empresas de segurança e defesa também tem sido realizadas em todo o país. Em julho, em Brasília, a ISS World reuniu policiais, agentes de segurança e analistas de inteligência para treinamento em interceptação legal, investigações eletrônicas de alta tecnologia e recolhimento de inteligência de redes. Alguns cursos ensinavam, por exemplo, a usar as redes sociais para investigações criminais.

Além da ISS, a Latin American Aerospace & Defence (LAAD), principal feira de empresas de segurança e defesa da América Latina é realizada no Brasil desde 1995, com apoio dos Ministérios da Defesa e da Justiça. Nos últimos anos, os megaeventos têm sido o principal foco dessa feira, base para grandes negócios na área. (pulsar/apublica)

 

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