Com proximidade das Olimpíadas, obras atrasadas e com irregularidades preocupam


(foto: Engenhão/reprodução)

(foto: Engenhão/reprodução)

A pouco mais de um ano para receber as Olimpíadas, o Rio de Janeiro coleciona obras atrasadas e com irregularidades. Nas obras diretamente ligadas aos jogos, de responsabilidade municipal, os questionamentos começam pelo Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão, programado para receber as provas de atletismo.

Segundo relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM), “as reformas em curso no estádio estão provocando problemas crônicos”, como infiltrações nas pistas de aquecimento do atletismo. Outro problema visto na reforma tocada pelas empreiteiras Odebrecht e OAS está no reforço das estruturas metálicas do estádio, o que, segundo o TCM, traz até mesmo risco de desabamento.

Em outro equipamento herdado do Pan de 2007, o Parque Aquático Maria Lenk, que receberá as provas de natação, o TCM pediu a realização de uma avaliação estrutural de uma trinca que surgiu nos muros externos do estádio.

Já o Parque Aquático Júlio Delamare, que receberia os jogos de polo aquático, não será mais palco das Olimpíadas. O governo estadual informou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que não conseguirá cumprir a exigência de construção de uma nova arquibancada e de uma piscina para aquecimento dos atletas por conta da falta de acordo com o Consórcio Maracanã, que bancaria as obras, orçadas em 60 milhões de reais, como contrapartida pela concessão do estádio. A escolha de um novo local para os jogos de polo aquático ainda será definida pela prefeitura, que aguarda um parecer da Federação Internacional de Natação.

Por conta do desacerto entre o governo e o Consórcio Maracanã, que estão em plena negociação sobre a revisão do contrato de concessão do estádio e seu complexo esportivo, também ainda nem começaram as obras no Maracanãzinho, que deverá receber os jogos de vôlei. A intervenção pedida pelo COI no ginásio, no entanto, se resume a construção de quadras de aquecimento, orçadas em 10 milhões de reais, obra considerada “de simples e rápida execução” pelo governo.

Outros projetos problemáticos são as construções do Centro de Tênis e do Velódromo, ambos no Parque Olímpico, que chegaram a ter suas obras embargadas em abril pelo Ministério Público do Trabalho. No caso do Centro de Tênis, projeto orçado em quase 185 milhões de reais e tocado pelo consórcio formado pelas empreiteiras Ibeg, Tangran e Damian, foi constatado pelos técnicos grave risco para os operários.

No Velódromo, orçado em 118 milhões, o problema de insegurança física para os trabalhadores foi constatado na parte executada pela empresa Tecnosolo Engenharia. Ambas as obras já foram retomadas e, segundo a prefeitura, não sofrerão atraso. (pulsar/rba)

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