Após série de protestos, Câmara do Rio aprova tombamento da Escola Municipal Friedenreich


Pressão popular impediu demolição da escola municipal Friedenreich (foto: meurio)

Pressão popular impediu demolição da escola municipal Friedenreich (foto: meurio)

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou hoje (6) projeto de lei que tomba, por interesse educacional e social, a Escola Municipal Friedenreich, instalada no Complexo do Maracanã. A decisão é uma resposta a pressão popular contra a demolição dos prédios que ficam entorno do estádio.

Em decorrência do tombamento fica vedada, além da demolição da edificação, a transferência definitiva de suas atividades educacionais. A Escola Friedenriech funciona há mais de 40 anos no Complexo Esportivo do Maracanã e abriga cerca de 300 crianças autistas, com Síndrome de Down e tem toda acessibilidade para os alunos. Além disso, os estudantes da escola estão inseridos no projeto de natação do Parque Aquático Julio de Lamare, que funciona no mesmo lugar.

O anúncio do governador do Rio Sérgio Cabral, de que a escola seria demolida no contexto das reformas do estádio para a Copa de 2014, foi fortemente contestado pela sociedade civil. A proposta era construir um estacionamento e um shopping center no local. Mas nas manifestações que tomaram conta das ruas em junho e julho foi questionada a real necessidade de demolir a escola e os prédios do Complexo do Maracanã.

O prédio seria derrubado junto com o Estádio Célio de Barros, o Parque Aquático e também o antigo prédio do Museu do Índio, hoje a ocupação cultural Aldeia Maracanã, que fica no entorno do estádio. A escola é uma das mais conceituadas do município do Rio, com profissionais qualificados, além de contar com a participação ativa da comunidade.

O projeto é de autoria conjunta dos vereadores Carlo Caiado (DEM), Leonel Brizola Neto (PDT), Reimont (PT), Tio Carlos (SDD) e do ex-vereador Eider Dantas (DEM). De acordo com informações da Agência Brasil, o projeto passará pelo prefeito Eduardo Paes, que deverá sancionar a lei, pois tinha publicado decreto, em 12 de agosto, tombando de forma provisória a escola. (pulsar)

 

 

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