Após recuo no Maracanã, governador do Rio veta a participação de atletas em reunião sobre estádio de atletismo


Após fechar estádio, governo cimentou o local da pista de atletismo, que tem funcionado como estacionamento

Após fechar estádio, governo cimentou o local da pista de atletismo, que tem funcionado como estacionamento

Está marcada para daqui a pouco (quarta, 31, às 14h30) no Palácio Guanabara uma reunião entre a cúpula do governo do estado do Rio de Janeiro e a Federação de Atletismo do Rio de Janeiro (FARJ). Na pauta, a possível demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, prevista no projeto de privatização da administração do Complexo do Maracanã.

O presidente da FARJ, Carlos Lancetta, informou que foi convidado pessoalmente pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) para a reunião, mas disse que ele vetou a participação de atletas e usuários do Célio de Barros. No início de janeiro, o governo fechou o estádio da noite para o dia, sem avisar previamente atletas, treinadores e a própria federação. A FARJ sempre se posicionou contra a demolição do estádio de atletismo e apoiou as manifestações contra o projeto de privatização.

Na segunda-feira (29), o governador Sergio Cabral anunciou que estava recuando da intenção de demolição do Parque Aquático Julio Delamare, mas deu a entender que o Célio de Barros teria mesmo que ser destruído. O anúncio aconteceu após uma série de manifestações e atos públicos contra a privatização e a demolição dos espaços nos arredores do estádio da final da Copa do Mundo de 2014.

No projeto apresentado pelo governo do estado para o Maracanã, está prevista ainda a demolição da Escola Municipal Friedenreich, uma das dez melhores no índice nacional do IDEB. Em março, indígenas que ocupavam o prédio histórico do antigo Museu do Índio foram retirados pela polícia com violência. Movimentos questionam os motivos das demolições e denunciam a forma arbitrária que o governo atuou, sem ouvir os grupos que convivem com o Maracanã. (pulsar)

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