Adiada a entrega de casas na nova Vila Autódromo


(foto: Pulsar Brasil)

(foto: Pulsar Brasil)

A entrega de casas da Vila Autódromo, prevista para a última terça-feira (26), foi adiada. Ao chegar ao local, moradores e membros da Defensoria Pública constataram que as obras no entorno, como calçamento, esgoto e iluminação não foram concluídas. A previsão é que seja agendada uma nova data para entrega das chaves ainda nesta semana. Os moradores serão avisados com um dia de antecedência.

As cerca de 20 famílias remanescentes da vila  que resistiram à remoção das casas, para dar lugar ao Parque Olímpico, receberão as novas unidades em troca de seus terrenos, como parte de acordo extrajudicial firmado por intermédio da Defensoria Pública do Estado. As antigas unidades serão demolidas.

Construída em três meses, a nova vila inclui habitações de até dois quartos, que podem ser expandidas, em terrenos de até 180 metros, erguidos ao longo de uma via única. A obra vinha sendo monitorada por uma comissão de moradores e especialistas de universidades.

Do total de 500 famílias que moravam na Vila Autódromo – uma comunidade de 40 anos – somente 20, cerca de 60 pessoas, permaneceram. A maior parte aceitou indenização e foi morar em outro lugar ou em condomínio do Minha Casa, Minha Vida, a poucos quilômetros dali. Muitas reclamaram das condições dos apartamentos, arrependeram-se e tentaram voltar.

A prefeitura do Rio reconhece a remoção da Vila Autódromo como a única diretamente ligada aos Jogos Rio 2016. O Comitê Organizador, no entanto, afirma que não exigiu a retirada, criticada por organizações de direitos humanos como Anistia Internacional e Justiça Global. Na visão dessas entidades, houve uma “limpeza social” no local, próximo ao Parque Olímpico e à Vila dos Atletas, onde os 31 edifícios de alto padrão estão sendo vendidos a partir de 650 mil reais.

Para a Defensoria Pública, a permanência de 20 famílias na Vila Autódromo é uma “vitória da resistência”. Em geral, os moradores alegam que as negociações foram injustas, que sofreram pressão psicológica, quando parte da vila foi demolida e os escombros deixados a céu aberto. Eles denunciam, inclusive, intimidação de agentes da própria prefeitura. (pulsar)

*Informações da Agência Brasil

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