Mulher transexual consegue transferência no trabalho após sofrer constrangimento


nome social (foto: reprodução)

nome social (foto: reprodução)

A auxiliar de serviços gerais Selen Rufino Soares, de 45 anos, que denunciou à Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio que estava sendo obrigada a usar o banheiro masculino, mesmo tendo identidade de gênero feminina, começou a trabalhar no Museu do Amanhã.

A informação foi confirmada pelo Coordenador de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio.

Nélio Georgini, que acionou a empresa CNS, onde Selen trabalhava lotada no hospital Central do Exército, e negociou a mudança de local de trabalho da auxiliar.

Selen denunciou que um superior tinha ordenado que ela utilizasse o banheiro masculino há três plantões.

Nesta segunda-feira (11), após reunião na coordenadoria, ela declarou que estava se sentindo sem dignidade pelo fato da situação estar acontecendo mesmo após ela ter realizado formalmente a mudança de identidade na certidão de nascimento.

Ela relatou passar por constrangimentos no vestiário no início e no final dos turnos, quando os trabalhadores têm que trocar de roupas.

Em nota enviada à Agência Brasil, a empresa CNS afirmou que reconhece o direito da funcionária de utilizar o banheiro feminino e que o funcionário responsável pela ordem não agiu conforme posicionamento da empresa e será buscado para esclarecimentos.

De acordo com a Coordenadoria de Diversidade Sexual, a empresa já tem outros profissionais transexuais e transgêneros em seu quadro e foi parceira na busca de uma solução que evitasse maiores constrangimentos. (pulsar)

*Informação da Radioagência Nacional

Faça um comentário

7 + 3 =