Mãe de adolescente morto no Rio diz que tiro partiu da polícia; prefeitura decreta luto


Bruna, mãe do adolescente Marcos Vinicius da Silva, segura camisa da escola que o estudante usava / (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Bruna, mãe do adolescente Marcos Vinicius da Silva, segura camisa da escola que o estudante usava / (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com uniforme do colégio e carregando seu material escolar. Foi assim que o adolescente Marcus Vinícius da Silva foi baleado durante uma operação policial no Complexo da Maré, nessa quarta-feira (20). Ele chegou a ser socorrido e passar por uma cirurgia, mas não sobreviveu.

De acordo com a mãe do adolescente, Bruna da Silva, Marcus Vinícius tinha acabado de sair de casa para ir a escola, quando os policiais civis entraram na comunidade dando início a um intenso tiroteio. Por causa do risco, o menino resolveu voltar e foi baleado no percurso.

Sobre a procedência dos tiros, a polícia não fez comentários e, em nota, afirmou que a Delegacia de Homicídios abriu inquérito para investigar a morte de Marcos Vinícius e que fará uma reconstituição para determinar de onde partiu o tiro que o atingiu.

O secretário de Educação, César Benjamin, disse que vai cobrar providências da Secretaria de Segurança pelo descumprimento de uma instrução normativa editada no ano passado para coibir a realização de operações policiais em horário escolar e nos arredores das unidades escolares.

O socorro ao adolescente demorou, pois a ambulância que o levaria ao hospital foi impedida de sair da comunidade. A permissão só foi concedida uma hora depois, com a intervenção da Secretaria Municipal de Educação. Antes, ele havia sido levado a uma unidade de pronto-atendimento.

De acordo com a organização Rio de Paz, Marcus Vinícius é a oitava vítima fatal de bala de fogo com menos de 14 anos registrada apenas em 2018, no estado do Rio. De 2017 até hoje, já são 50.

O poder municipal decretou luto de três dias pela morte do adolescente. (pulsar)

*Informações da Radioagência Nacional

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