Analistas apontam caminhos para reduzir tarifas sem tirar recursos de outras áreas


Analistas dizem que tarifa zero é possível (imagem:outrasvias)

Analistas dizem que tarifa zero é possível (imagem:outrasvias)

Analistas e pesquisadores afirmam apontam caminhos para redução de tarifa dos transportes sem que seja necessário retirar recursos de outras áreas administrativas.

Em resposta à onda de protestos populares, os prefeitos Eduardo Paes (PMDB), do Rio de Janeiro, Fernando Haddad (PT), de São Paulo anunciaram que a suspensão do aumento da tarifa de ônibus nas capitais. No entanto, disseram que irão subsidiar os custos retirando dinheiro de outras áreas de administração.

Em divulgação conjunta, o governo do Estado do Rio de Janeiro também anunciou que as tarifas dos demais meios de transporte público, como trens, barcas e metrô serão reduzidas. O governador Sérgio Cabral ainda não se pronunciou sobre as reduções.

Pablo Ortellado, professor do curso de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo, ressaltou que as grandes responsáveis pela queda do reajuste foram as milhares de pessoas que foram às ruas. Ele lembra que o Movimento Passe Livre (MPL) exerceu papel importante canalizando a indignação popular para uma pauta clara que é a redução da tarifa.

Ortellado apontou para um caminho possível e alternativo a retirada de dinheiro das outras áreas administrativas. Um deles é a municipalização da Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, Dessa forma se retira recursos do transporte privado para injetá-los no público.

O engenheiro Lúcio Gregori, ex-secretário municipal dos Transportes na gestão de Luiza Erundina, criticou os governantes e afirmou que tanto a cidade como o estado de São Paulo têm recursos para manter o preço da passagem e não prejudicar os demais serviços públicos.

Uma alternativa, segundo Gragori, seria cortar um pouco das verbas para publicidade não-obrigatória além de impor “lucros menores aos empresários do setor, que até agora têm sido poupados”. (pulsar/brasilatual)

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