Violência contra jornalistas explode em 2018, aponta estudo


(foto: agência brasil)

Exercer a profissão de jornalista tem se tornado, ano a ano, uma atividade cada vez mais perigosa. Relatório divulgado na terça-feira (18) pela ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras mostra que a violência contra profissionais de imprensa ao redor do mundo explodiu em 2018: todos os indicadores de violações aumentaram.

De acordo com o levantamento, que é feito anualmente, 80 jornalistas foram assassinados em 2018 – 15 a mais que em 2017. Deste total, 49 pessoas foram deliberadamente assassinadas por seu trabalho como jornalista e os 31 restantes foram mortos durante o exercício da função, a maioria em países que estão em guerra. Três dos jornalistas assassinados eram mulheres. O estudo aponta que os países onde mais se assassinam jornalistas são Afeganistão, Síria, México, Iêmen, Índia e Estados Unidos.

Além dos assassinatos, aumentou também o número de detenções de profissionais da imprensa. 348 jornalistas de todo o mundo estão detidos – em 2017 foram 326. Mais da metade dos trabalhadores presos estão na China, Turquia, Irã, Arábia Saudita e Egito.

As violações ao exercício do jornalismo não param por aí. Pelo menos 60 jornalistas estão atualmente sendo feitos de reféns ao redor do mundo – um aumento de 11 por cento em comparação ao ano passado, quando 54 jornalistas estavam nessas condições. Os países que mais fizeram jornalistas reféns este ano foram Síria e Iêmen. (pulsar/revista fórum)

Confira a íntegra do relatório aqui.

Faça um comentário

− 5 = 5