Sindicalistas são reprimidos pela polícia durante protesto contra terceirização em Brasília


Sindicalistas foram duramente reprimidos pela Polícia (foto: Valter Campanato/ABr )

Sindicalistas foram duramente reprimidos pela Polícia (foto: Valter Campanato/ABr )

Manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram agredidos nesta terça-feira (3) por policiais ao tentar ocupar a Câmara dos Deputados para protestar contra o projeto que regulamenta a terceirização de serviços das empresas. As polícias Militar e Legislativa fizeram um cordão de isolamento no local e usaram gás de pimenta e bombas de efeito moral para afastar os manifestantes. A votação foi adiada.

Os sindicalistas pediam que os parlamentares retirassem o projeto Projeto de Lei 4.330 de 2004 da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Outras centrais sindicais também estão se mobilizando contra o projeto. Atualmente, a terceirização só é permitida em áreas de apoio, como segurança e limpeza. Segundo sindicalistas, a aprovação do PL ameaça direitos dos trabalhadores e abre possibilidade de redução de direitos e salários.

O plenário da CCJ foi completamente lotado por representantes da central sindical que conseguiram entrar no prédio mais cedo. O grupo contava também com apoio de trabalhadores da educação que acampam em frente ao Congresso Nacional desde o último dia 29, e de trabalhadores sem terra do entorno do Distrito Federal. A Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB) também realizou protestos em várias aeroportos de diferentes capitais  do país. Os manifestantes abordaram os parlamentares que se dirigiam à Brasília para a votação do projeto.

Estima-se que haja no Brasil, atualmente, cerca de 12 milhões de pessoas em regime de trabalho terceirizado. A expectativa da CUT é de que, com a aprovação do PL, esse número suba para 33 milhões. (pulsar/brasildefato)

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