PUC perde título de campeonato esportivo por conduta racista de alunos


A Liga Jurídica Estadual, que organiza os Jogos Jurídicos Estaduais, decidiu retirar o título de campeão geral da competição e suspender a participação da Pontífice Universidade Católica (PUC-Rio) da próxima edição. (foto: reprodução)

A Liga Jurídica Estadual, que organiza os Jogos Jurídicos Estaduais, decidiu retirar o título de campeão geral da competição e suspender a participação da Pontífice Universidade Católica (PUC-Rio) da próxima edição. (foto: reprodução)

Um campeonato esportivo entre estudantes de Direito de universidades terminou com a vitória de alunos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) no último domingo. Contudo, ainda durante o final de semana, acusações de racismo contra alunos da instituição tomaram conta dos bastidores do evento. Em um vídeo que circula na web, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) protestam em uma das quadras onde acontecia o Jogos Jurídicos, em Petrópolis, Região Serrana do Rio. Segundo as acusações, os adversários eram recebidos pela torcida da PUC com gritos de macaco e sons que imitavam o guincho do animal.

Além da desclassificação, a PUC foi afastada por um ano pela organização do evento esportivo. A Rural (UFRRJ) ficou com o título da competição. O caso foi registrado na 105ª DP (Petrópolis) por estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Os estudantes da instituição são reincidentes em casos envolvendo injúria racial. Em outra ocasião nos Jogos Jurídicos, estudantes da PUC atiraram uma casca de banana contra um atleta negro da Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Uma multa de R$ 500 foi aplicada e a torcida proibida de entrar no ginásio por um jogo.

“Hoje, depois do que podem ter sido os quatro mais dolorosos dias de nossas vidas enquanto negros estudantes de Direito, pudemos começar a fazer justiça com nossos atletas, torcedoras e torcedores agredidos. Esperamos ao menos que essa dor descomunal se revele uma oportunidade para que TODAS as Faculdades de Direito repensem suas práticas e tornem os Jogos um ambiente mais inclusivo”, escreveu em nota o coletivo Jogo sem Racismo. (pulsar/revista fórum)

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