Protesto em São Paulo critica governador e pede o fim da militarização da polícia


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Manifestantes são reprimidos pela polícia durante ato em São Paulo (foto: Rodrigo Zaim)

Manifestantes  que ocupavam, na noite de terça-feira (30), a Avenida Rebouças, uma das principais vias da cidade de São Paulo foram reprimidos com bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. O protesto criticava o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza no Rio de Janeiro e a militarização da polícia.

Segundo a Polícia Militar, 15 pessoas foram detidas pelo policiamento local e cinco pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Um homem, que disse ser jornalista, foi detido pela Rota quando estava intoxicado pelo gás lacrimogêneo e não conseguia se levantar.

De acordo com a Agência Brasil, antes mesmo dos manifestantes se concentrarem no local, a Polícia Militar estava presente com 16 viaturas no largo, além de um carro do Corpo de Bombeiros e o policiamento reforçado em outros pontos da região.

Durante a tarde, a Secretaria de Segurança Estado de São Paulo divulgou nota informando que estava disposta a adotar as medidas necessárias para evitar que ativistas quebrassem o patrimônio público e/ou privado.

Parte dos manifestantes lembrava as denúncias de corrupção envolvendo as obras do metrô de São Paulo que vem sendo veiculadas pela revista de circulação nacional IstoÉ.

Além de pedirem a saída de Alckmin, os manifestantes gritavam pedindo o fim da Polícia Militar e respostas para o caso de Amarildo de Souza, que desapareceu após ser levado para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde vivia. (pulsar)

 

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