Prisão de Assange abre precedente perigoso para comunicação no mundo, diz defesa do ativista


(Foto: Cancillería del Ecuador/ Flickr)

A advogada de defesa de Julian Assange, Jen Robinson, afirmou nesta quinta-feira (11/04) que a prisão do fundador da WikiLeaks abre “um precedente perigoso” para meios de comunicação e jornalistas do mundo.

Em entrevista coletiva após a prisão de Assange, Robinson afirmou que isso “gera um precedente perigoso. Qualquer jornalista pode ser extraditado por acusações nos EUA por ter publicado informações confiáveis sobre os EUA”.

A advogada ainda disse que a defesa do ativista recebeu um mandado e uma notificação do governo norte-americano pedindo a extradição de Assange.

Para o advogado do fundador da WikiLeaks no Equador, Carlos Poveda, a defesa está preocupada com a integridade física de Assange, pois “há pena perpétua e também há pena capital [nos Estados Unidos]”.

Poveda ainda afirmou que não teve acesso à resolução do governo equatoriano que colocou fim ao asilo diplomático concedido a Assange em 2012, o que possibilitou sua prisão nesta manhã pela polícia de Londres.

Por sua vez, o advogado de Assange na Europa, Juan Branco, afirmou que a prisão “é uma aberração não apenas com relação às relações internacionais, mas também aos valores da ética mais básica, que deveria proteger pessoas que falam a verdade, e que por essa razão são perseguidas por poderes importantes”.

Para Branco, a decisão do presidente do Equador, Lenín Moreno, de retirar o asilo diplomático foi “tomada evidentemente a partir da aproximação de Moreno com Donald Trump. O destino e o corpo de Assange se transformaram em moda de troca da parte do Equador e do Reino Unido”.

O advogado que defende Assange nos EUA, Barry Pollack, declarou que as acusações contra o ativista “se resumem em encorajar uma fonte a fornecer informações e tomar medidas para proteger a identidade dessa fonte”. (pulsar/ opera mundi)

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