Plataforma colaborativa recebe denúncia de violência nas comunidades


(imagem: reprodução)

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No passado, as tribos africanas usavam o tambor como principal meio de comunicação para passar mensagens à distância. O som era capaz de viajar cerca de 40 quilômetros até o seu destino final. Muito antes do advento da internet, os povos negros já dominavam tecnologias de transmissão de mensagem que possibilitava a interatividade entre diferentes povos.

Séculos depois, uma iniciativa de um jovem negro maranhense busca aliar os saberes das populações ancestrais à apropriação tecnológica. O Lagbaye Lyika é uma plataforma online que traça um monitoramento de áreas violentas através do envio de relatos de comunidades afetadas. Além disso, o sistema também é um espaço para dar visibilidade às principais demandas de grupos sociais minoritários, como os ciganos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

À Pulsar Brasil, o idealizador do Lagbaye e ativista de mídia livre e do movimento negro, Mil Onilètó, afirmou que o sistema se autocartografia tática ancestral tem como objetivo promover o controle social das políticas públicas e ser uma ferramenta de pressão popular, uma vez que os relatos enviados são encaminhados para  os órgãos responsáveis na esfera municipal, estadual e federal em questão.

A iniciativa completou dois anos em 2015. De acordo com Onilètó, esse período serviu como teste para avaliar a plataforma e, a partir de agora, a intenção é popularizar o Lagbaye para que todas as pessoas que sofrem com violação de direitos humanos no país possam ver no sistema um mecanismo de denúncia para a transformação social da realidade.

Onilètó destacou que a tecnologia utilizada na plataforma foi desenvolvida no continente africano e que foi pensada primordialmente para áreas onde o acesso à internet é limitado. Segundo ele, o sistema possibilita o envio de relatos através de mensagem de texto do celular pelo  aplicativo Ushahidi. O único pré-requisito é um aparelho smartphone simples. (pulsar)

Como acessar a plataforma:

Computador

  1. Abra o link https://juventudeativa.crowdmap.com;
  2. Clique no botão (ao lado do banner) “Enviar Relato” (parte superior direita da tela);
  3. Preencha os campos com seu relato. Por favor seja eficiente  e objetivo! Lembre-se que a segurança das pessoas agora depende de você;
  4. Coloque o endereço correto e dê “zoom-in” para ter certeza que o ponto está no lugar certo. A precisão das informações no mapa é o muito importante nesta ferramenta, do contrário, pessoas podem sofrer danos ou perdas ou informações históricas podem ficarem incorretas;

 

Celular:

  1. Abra o app Ushahidi e espere ele sincronizar. A primeira vez deve demorar uns 3 minutos. Aguarde!;
  2. Clique no botão “+” do canto inferior direito para adicionar um novo mapa;
  3. Coloque um nome qualquer, tipo: Mapa de Risco (ou outro de sua preferência);
  4. Coloque a URL:https://juventudeativa.crowdmap.com;
  5. Ao abrir o mapa, você pode enviar seu relato clicando no ícone de câmera na parte inferior da tela, funciona de maneira semelhante ao famoso Instagram, mas você pode contribuir com foto, texto e vídeo.

Audios:

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