Novo governo do México busca apoio na ONU para descriminalizar maconha e papoula


López Obrador, novo presidente do México (foto: reprodução)

O governo do novo presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, anunciou que buscará apoio internacional junto à ONU (Organização das Nações Unidas) para propor a descriminalização da maconha e da papoula no país. A declaração foi feita pela próxima secretária de governo do México, Olga Sánchez Cordero, na última quarta-feira (22).

Cordero, que se tornará a próxima na linha de sucessão presidencial no governo de López Obrador, disse que a medida significaria um passo para pacificar a nação. “Temos que avançar juntos com a ONU; é uma pauta interpretativa que podemos levas às Nações Unidas para poder flexibilizar um tratado tão rígido como o que temos em vigor, dos anos 1970, em matéria de penalização e combate às drogas”, disse.

A ministra ainda afirmou que não se trata de legalização, “mas descriminalização”, e chamou a atenção para a quantidade de homicídios gerados pelo narcotráfico. Cordero falou sobre a necessidade de se retirar gradualmente atribuições das forças armadas na área de segurança pública, que estariam envolvidas em violações de direitos humanos.

A futura secretária de Governo mexicana afirmou que a descriminalização começaria com a maconha e, logo após, passariam para a papoula, que dá origem a drogas opiáceas como morfina e heroína. Neste último caso, a despenalização seria somente para fins medicinais.

Sobre o tráfico de drogas e seus efeitos, Cordero afirmou que “o México pode apenas confiscar entre três por cento a oito por cento da droga que passa” pelo.

Ainda durante a campanha, o novo presidente mexicano propunha medidas alternativas para diminuir os índices de violência ligada ao narcotráfico. Estima-se que existam mais de 130 cartéis de drogas ativos no país.

Segundo dados da Secretaria Executiva de Governo do atual presidente, Enrique Peña Nieto, o número de homicídios ligados ao narcotráfico bateu recorde no ano de 2017. Foram 25 mil 339 mortes entre janeiro e dezembro, uma média de 70 por dia, superando o ano de 2011, até então registrado como o mais violento da história, com 22 mil 409.

Peña Neto havia proposto em 2016 a elevação da quantidade mínima de posse de drogas e liberação para uso terapêuticos, mas a medida não foi aprovada pelo Legislativo. (pulsar/opera mundi)

Faça um comentário

23 − = 16