No México, comunicadora e ativista indígena é vítima de atentado


A comunicadora e ativista Marcela de Jesus Natalia (foto: reprodução)

A comunicadora e ativista Marcela de Jesus Natalia (foto: reprodução)

No último sábado (3) mais um crime contra comunicador ocorreu na América Latina. Desta vez a vítima foi a locutora e ativista indígena mexicana, Marcela de Jesús Natalia, de cinquenta anos.  A comunicadora sofreu um atentado na cidade de Ometepec, na região da Costa Chica de Guerrero, no México, após sair do seu programa de rádio na emissora governamental Rádio y Televisión de Guerrero (RTG). Marcela foi levada para o hospital de Acapulco  e seu estado é considerado grave.

Segundo as autoridades locais, a ativista foi alvejada por volta das nove e meia da manhã de sábado, no centro da cidade. O tiro entrou pela boca de Marcela e saiu pela orelha. Testemunhas que estavam no local no momento do crime afirmam que o ataque foi feito por dois homens armados que interceptaram a comunicadora.

Além de se dedicar como comunicadora do Sistema de  Radio y Televisión de Guerrero, Marcela atua como líder da sua comunidade indígena. O programa de rádio apresentado pela ativista promove a cultura e os valores indígenas, principalmente do seu povo Ñom’daa (Amuzgo), que habita os estados de Oaxaca e Guerrero.

O filho da comunicadora, Saúl Salinas de Jesus, pediu nas redes sociais para as autoridades locais empenho para encontrar os responsáveis pelo ataque contra a sua mãe e exigiu que as investigações sejam eficientes e façam valer a justiça.

O ataque armado contra a funcionária municipal e trabalhadora de meios comunitários reflete o nível de impunidade e violência que prevalece no estado de Guerrero.

Num comunicado emitido pelo jornalista Zacarias Cervantes, porta voz da Associação de Jornalistas do Estado de Guerrero (APEG), há o alerta de que a agressão contra Marcela é o tipo de crime mais ocorrido no estado, onde a morte violenta alcançou índices nunca vistos. De acordo com a carta, somente no sábado (3) onze pessoas foram assassinadas em diferentes partes de Guerrero. (pulsar)

*Informações da Prensa CDP e Desinformémonos

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