Na Vila Autódromo, espaços públicos sofrem com as obras olímpicas


(foto: reprodução)

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O estresse psicológico sobre os moradores da Vila Autódromo, comunidade que fica ao lado do Parque Olímpico de 2016, continua a aumentar enquanto as escavadeiras são agora uma presença cotidiana. Na última semana, a Vila Autódromo viu sua mesa de pingue-pongue, amplamente utilizada e feita a mão pelos moradores, esmagada em segundos. O evento é visto como um ato simbólico de pressão e intimidação para com os moradores resistentes à remoção, apenas uma semana depois de cinco casas terem sido demolidas, sem aviso prévio, em 23 de outubro.

Para o morador Luiz Carlos, a destruição da mesa feita para as crianças da comunidade ao lado da sede do megaevento esportivo é uma contradição. A construção de uma outra mesa de pingue-pongue foi prometida pelo administrador da obra um dia depois que a original foi demolida. Porém, até agora nenhuma atitude imediata foi realizada pelos trabalhadores da obra. 

Agora, como resultado, a comunidade teme pela remoção de seu único parque infantil, que fica ao lado. O proprietário do quiosque que fica em frente do parque infantil, que oferece lanches aos trabalhadores doParque Olímpico, acredita e tem certeza de que o parquinho será demolido em breve.

De acordo com o que foi publicado na página da Vila Autódromo no Facebook, para uma comunidade que já tem tão pouco, esse é um ato de “covardia, truculência e mau caráter”. Frustrados e se sentindo vulneráveis, os moradores eles postaram: “Esse é o incentivo do poder público. A comunidade constrói e o poder público destrói. (pulsar/rio on watch)

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