Na Colômbia, conflitos armados deixam 13 mil pessoas em risco


(foto: ACNUR / M. H. Verney)

(foto: ACNUR / M. H. Verney)

Nos últimos dois meses, mais de seis mil pessoas foram forçadas a abandonar seus lares no oeste da Colômbia devido a conflitos armados entre grupos ilegais que disputam territórios no departamento de Chocó. Outros sete mil habitantes teriam sido vítimas de violações como confinamento e restrição da liberdade de movimento.

Os números foram divulgados na última sexta-feira (13) pela Agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados (ACNUR) e o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que expressaram “preocupação crescente” com os riscos enfrentados pela população.

Os atuais confrontos estão concentrados em torno dos rios Baudó — nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Baldó —, Atrato — comunidades do Baixo e Médio Atrato — e San Juan, no litoral. Até o momento, deslocamentos têm afetado principalmente afro-colombianos e povos indígenas. Para essas pessoas — deslocadas tanto por novos combates, quanto por tensões já em curso no contexto da guerra civil colombiana —, o acesso a meios de subsistência, incluindo pesca, caça e agricultura, foi proibido e seus filhos já não podem ir à escola.

Atualmente, o Estado colombiano está nos estágios finais das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) — a principal força de guerrilha no país — e anunciou recentemente o início de negociações formais com outro grupo — o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Os diálogos de paz foram iniciados em 2012 e têm como objetivo pôr fim a mais de 50 anos de conflito armado, responsável pelo deslocamento interno de sete milhões de pessoas e pela fuga de 350 mil refugiados colombianos que vivem principalmente no Equador e na Venezuela. (pulsar/onu)

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