Movimentos sociais criticam suspensão de Lista Suja do Trabalho Escravo


(foto: reprodução)

(foto: reprodução)

A liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende a publicação da Lista Suja do Trabalho Escravo foi considerada um ataque para movimentos sociais que lutam por direitos humanos. A suspensão ocorreu no final de dezembro de 2014, após pedido da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Para Frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), há um ataque coordenado de vários setores, como construtoras e ruralistas. Eles buscam desarticular a legislação vigente que tipifica o trabalho escravo e impedir a divulgação da lista dos empregadores infratores.

Na última atualização, feita em julho do ano passado, a lista trazia 609 nomes de pessoas físicas e jurídicas, segundo Frei Xavier.

Mais de 2 mil pessoas foram resgatadas pelo Ministério do Trabalho em sítios de construção, ainda de acordo com o membro da CPT. De 1995 a 2012, foram resgatados 44.415 trabalhadores em todo o país de situação análoga à escravidão. (pulsar/radioagência BdF)

Faça um comentário

50 − = 44