Movimentos de mulheres e LGBTs reivindicam direitos durante JMJ


Ativistas lutam pela igualdade de gênero e pela diversidade sexual. (Foto: Coletivo Foto Expandida)

Ativistas lutam pela igualdade de gênero e pela diversidade sexual. (Foto: Coletivo Foto Expandida)

Durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que ocorre no Rio de Janeiro nesta semana, movimentos de mulheres e LGBTs realizam atos contra  o preconceito. Um deles será a Marcha das Vadias, programada para o próximo sábado (27). Segundo a organização, o objetivo é lutar por direitos e denunciar a violência sexual.

Natália Gonçalves anuncia que mais um Beijaço deve acontecer na Marcha, e que existirá uma “resistência diária” durante a Jornada. A ativista foi uma das organizadoras do ato LGBT desta segunda-feira (22), que se uniu à manifestação em meio à chegada do papa Francisco.

Após repressão policial,  parte dos que protestavam foi às escadarias da Matriz Nossa Senhora da Glória. A igreja fica no meio do percurso, de cerca de três quilômetros, até a delegacia para onde o ato seguiu a fim de exigir a soltura de nove manifestantes presos.  Natália conta que presenciou um padre pedindo que, em caso de depredação, a polícia reprimisse. Mas o Beijaço LGBT, nas palavras da jovem, apenas “escolheu o local simbólico para fazer um ato político através do afeto dos que são marginalizados”.

Para Indianara Siqueira, presidenta do Transrevolução,  o momento é de ir às ruas e lutar pelo direito de decisão sobre os próprios corpos. Ela, que foi registrada como Sergio, caminhou com seios à mostra durante o protesto. A intenção foi repudiar aos impedimentos que privam transexuais de terem “uma vida mais livre desde a adolescência”. A ativista também defendeu a legalização do aborto.

Entre os livretos distribuídos pela organização da Jornada está o “Manual de Bioética”. Em uma das ilustrações, um garoto nu observa seu pênis e se questiona: “Não sou homem? Então, o que é isso aqui?”. O texto propõe “reflexões éticas” sobre “porque ninguém pode decidir se transformar em homem ou em mulher”. A cartilha foi distribuída para os 350 mil jovens inscritos no megaevento religioso. (pulsar)

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