Marcha das Vadias discute violência contra a mulher, direitos e Copa do Mundo


(foto: J. Duran Machfee)

(foto: J. Duran Machfee)

No último sábado (24), a quarta edição da Marcha das Vadias em São Paulo teve como tema “Sexo sem consentimento é estupro”. Segundo dados divulgados pelas organizadoras da marcha, 64% dos estupros ocorrem na casa da vítima e apenas 18% em vias públicas. Outro dado importante é que apenas 30% dos crimes são praticados por desconhecidos.

Na concentração, centenas de manifestantes portavam cartazes com dizeres como “Meu corpo me pertence”, “Não saí da sua costela, você que saiu do meu útero” e “Não é não”. De acordo com Patrícia Diniz, uma das organizadoras do protesto, o consentimento para o ato sexual tem que ser explícito, se não for é estupro.

Algumas participantes da marcha usavam uniformes de jogadores de futebol, e questionavam os gastos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Para a ativista Lícia Ferreira, enquanto são destinados milhões para a Copa, não há recursos para o combate à violência contra a mulher.

Em São Paulo, o Hospital Pérola Byington é referência para o atendimento a vítimas de violência sexual. No local, é possível fazer exame de corpo de delito e receber cuidados médicos e assistência jurídica. É possível também buscar orientação pelo Disque Mulher 180, do governo federal, além da Delegacia de Defesa da Mulher. (pulsar/rba)

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