Maduro é reeleito presidente da Venezuela


Nicolás Maduro (foto: Juan Barreto/AFP)

Nicolás Maduro (foto: Juan Barreto/AFP)

Com quase todas as urnas apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral confirmou neste domingo (20) que Nicolás Maduro foi reeleito presidente da Venezuela. Em um pleito não reconhecido pela oposição e por diversos países, o chavista conquistou, até o momento, 68 por cento dos votos. O segundo colocado foi Henri Falcón (21,2 por cento), seguido por Javier Bertucci (dez por cento).

De acordo com a presidente do CNE, Tibisay Lucena, apenas 46,1 por cento dos eleitores compareceram às urnas. Neste cenário, diversas zonas eleitorais permaneceram abertas após o horário definido para o enceramento do pleito.

Maduro celebrou o resultado dizendo que seus adversários o “subestimaram” e que sua vitória foi “histórica” e “quebrou recordes”. Segundo ele, o resultado seria o mesmo caso a oposição não tivesse boicotado as eleições. Diversos partidos e candidatos oposicionistas relevantes estavam inelegíveis.

Em um pronunciamento no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, o presidente venezuelano disse estar disposto a conversar com seus opositores e que seu governo deseja a paz. O chavista afirmou também que o país não terá eleições nos próximos dois anos.

Menos da metade dos venezuelanos participaram das eleições no domingo. Essa estratégia foi incentivada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), como forma de deslegitimar o pleito. Segundo o grupo, para quem Maduro manipulou a disputa em seu favor, menos de 30 por cento dos eleitores votaram. A imprensa internacional relatou que diversas zonas eleitorais estavam vazias em Caracas.

Henri Falcón, segundo colocado na disputa, não reconheceu o resultado. Diversas pesquisas de opinião o colocavam, ao menos, em empate técnico com Maduro. Ele defendeu que novas eleições ocorram em outubro deste ano devido a manipulações realizadas pelo governo, como entrega de alimentos e dinheiro a quem votasse.

A oposição denunciou a instalação dos chamados “pontos vermelhos”, mecanismo usado pelo governo para controlar os votos da população. Henri Falcón e Javier Bertucci disseram ter recebido cerca de 350 denúncias de irregularidades ligadas a eles.

Segundo os políticos, os venezuelanos foram coagidos a ir às urnas para votar em Maduro em troca de recompensas. A presidente do CNE desqualificou as denúncias da oposição. Ela afirmou, contudo, que as denúncias, feitas em sua maioria contra as organizações que apoiam a reeleição de Maduro, foram atendidas, analisadas e que algumas serão averiguadas.

Vários países – incluindo União Europeia, Estados Unidos, Canadá e inúmeros Estados vizinhos, entre eles o Brasil – haviam pedido a suspensão das eleições por considerarem que não há condições para a realização de uma votação livre na Venezuela.

Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, declararam que não reconhecerão o vencedor. O mesmo foi reafirmado pelo governo americano. (pulsar/carta capital)

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