Lei que permite moradias no terreno da ocupação Copa do Povo é aprovada em SP


(foto: reprodução)

(foto: reprodução)

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última segunda-feira (30), por 41 votos a favor e três contra, o Projeto de Lei que possibilita a construção de moradias no terreno da ocupação Copa do Povo, coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Itaquera, na zona leste da cidade. Militantes do movimento, acampados desde o dia 24 de junho diante da Câmara, comemoraram a aprovação.

O projeto não trata especificamente da ocupação, mas sim do chamado retrofit social, uma adequação de prédios desocupados originalmente destinados a atividades comerciais ou que não tinham condições de segurança para abrigar famílias, por exemplo, em moradias populares. Os artigos que abordam a ocupação Copa do Povo foram incluídos depois de um acordo entre o PT, partido do prefeito Fernando Haddad, e Police Neto, autor do projeto e vereador do PSD, da base do governo, mas que tem estado alinhado à oposição em diversas ocasiões.

Embora muitos técnicos afirmem que as dificuldades de adaptação em padrões de segurança e instalação fazem com que o retrofit seja mais caro do que a demolição e reconstrução, Police Neto defende que a aprovação do projeto era fundamental para baratear a cidade e aumentar espaços de moradias populares na área central, a mais bem servida de infraestrutura e serviços.

Os votos contra foram de vereadores do PSDB. Os tucanos prometeram apresentar um projeto de lei para impedir que pessoas que participam de ocupações sejam atendidas em programas habitacionais municipais.

A área da Copa do Povo, de 150 mil metros quadrados, antes abandonada, foi ocupada em 2 de maio deste ano. Mais de quatro mil pessoas vivem em barracas no local deste então. A Viver Incorporadora, proprietária da área, paga por ano apenas 57 reais à União. (pulsar/rba)

Faça um comentário

30 − 29 =