Grito dos Excluídos mobiliza diversas capitais por pautas comuns; forte repressão marca protestos no Rio e em Brasília


Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro foi duramente reprimido pela polícia (foto: Arthur William)

Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro  (foto: Arthur William)

Manifestações da 19ª edição do Grito dos Excluídos ocuparam as ruas de diversas capitais brasileiras neste 7 de setembro, Dia da Independência. Os protestos que tinham como tema anual a situação da Juventude no país também apresentaram reivindicações comuns como o fim da violência policial, principalmente nas periferias e a concessão do passe livre aos estudantes.

Os protestos foram duramente reprimidas no Rio de Janeiro e Brasília. Na capital federal, em torno do Estádio Mané Garrincha, onde as seleções do Brasil e da Austrália disputavam um amistoso, soldados da Tropa de Choque da Polícia Militar utilizaram bombas de efeito moral, spray de pimenta, gás lacrimogêneo e bala de borracha.

Já no Rio de Janeiro, além do uso do uso das chamadas armas não letais pela Polícia, algumas pessoas foram detidas pela polícia por usarem máscaras. Em Manaus, o Grito reuniu cerca de 5 mil pessoas que também protestavam pela melhoria nos serviços públicos.

Na capital mineira, Belo Horizonte, a mobilização contou com a presença do bispo-auxiliar dom Luiz Gonzaga Fechio, que pediu aos participantes para respeitarem um minuto de silêncio em solidariedade às vítimas do conflito que ocorre na Síria.

Em Londrina no Paraná, o Grito dos Excluídos reuniu cerca de 500 pessoas de diversos movimentos sociais. Em Recife, capital pernambucana, o protesto foi mais inusitado e contou com o apoio de ciclistas vestidos com roupas de banho que participavam do Grito de bicicleta e se uniram a manifestação. (pulsar)

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