Fim da polícia militar foi demanda constante em protestos durante JMJ


Manifestantes pedem desmilitarização da segurança pública. Foto: (Mídia Ninja).

Entre diversas reivindicações, o pedido pelo fim militarização da polícia ganhou força nas manifestações que ocorrem paralelas à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se encerrou neste domingo (28).

Na cidade em que foi possível ver milhares de peregrinos com mochilas coloridas, Renato Belo evitou sair com a sua para não virar alvo de policiais. O morador do morro Santa Marta, na zona sul do Rio, afirmou que foi revistado por policiais  três vezes em um mesmo dia. Em uma dessas, o jovem de 23 anos disse ter sido ameaçado com uma pistola.

Ainda assim, Renato acredita que a presença dos jovens da JMJ “segurou a polícia” durante a semana. Porém, nem todo católico escapou da opressão. Roberto Melo, de 53 anos, foi preso por desacato. Ele conta que foi agredido ao mostrar sua camiseta com a imagem de Nossa Senhora e afirmar que “ela não aprova a conduta da polícia”.

Isso ocorreu no início da Jornada, quando uma manifestação pretendia chegar até onde o papa Francisco era recepcionado por autoridades. Na ocasião, houve repressão policial, feridos e nove prisões, todas consideradas ilegais. A denúncia de que um policial à paisana teria jogado um coquetel molotov e iniciado o tumulto foi levada ao Ministério Público.

A pergunta “Cadê o Amarildo?” também virou um marco nas manifestações. O pedreiro de 47 anos foi levado por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Rocinha há 15 dias, e nunca mais voltou. O sumiço provocou ainda mais críticas ao governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). Protestos “Fora Cabral” voltaram a ocorrer nos últimos dias da Jornada.

Um efetivo de mais de 20 mil agentes foi descolado para o megaevento religioso, de acordo com o Ministério da Defesa. Isso incluiu policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. E, ainda, as Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica. (pulsar)

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