Exumação de restos mortais de Jango deve ser concluída até dezembro


Investigação pode recontar esse episódio da história brasileira. (foto: dhi/reprod.)

Investigação pode recontar esse episódio da história brasileira. (foto: dhi/reprod.)

O processo para exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart deve começar em setembro. Em agosto, uma diligência irá ao cemitério de São Borja, no Rio Grande do Sul. O cronograma foi divulgado nesta terça-feira (9) após reunião da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

A decisão ajudará nas investigações sobre a causa da morte Jango. O objetivo é esclarecer se ele realmente morreu de um ataque cardíaco, versão dos que instauraram no Brasil a ditadura civil-militar. As informações são do site oficial da Comissão.

O presidente, deposto pelo golpe de 1964, morreu em 1976. Por conta de uma hipertensão, tomava remédios diariamente. No entanto, existem desconfianças de que seus medicamentos tenham sido trocados, o que abre a possibilidade de assassinato.

A perícia dos restos mortais de Jango será feita em Brasília, no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. O trabalho contará com o apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que está desempenhando a função de observador independente.

A recente revelação de espionagem envolvendo os Estados Unidos dialoga com o passado. Há indícios da participação de agentes do país ligados à Operação Condor, uma articulação das ditaduras do Cone Sul que monitorava e pretendia eliminar adversários políticos dos regimes autoritários daquela época.

A partir de agora, o mausoléu da família Goulart será isolado, atendendo a padrões internacionais em casos do tipo. A investigação sobre a morte do ex-presidente Jango se dividirá em três eixos: político-histórico, antropológico-genético e toxicológico. (pulsar)

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