Execuções por pena de morte aumentam 15% em 2013


(foto: reprodução)

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Pelo menos 778 pessoas foram executadas em 22 países ao longo de 2013, de acordo com o relatório anual sobre pena de morte da Anistia Internacional divulgado na última quinta-feira (27). Devido ao posicionamento político de países como Irã, Iraque e Arábia Saudita, o número aumentou em 15% em relação a 2012.  No ano passado, pelo menos 1.925 sentenças de pena capital foram proferidas em 57 países.

Para a organização, esses três países do Oriente Médio contrariam a tendência global de abolição da pena de morte e são responsáveis por 80% das execuções. Contudo, esse valor não inclui pessoas executadas na China, país onde não há estimativas confiáveis que possam ser utilizadas, pois os dados são considerados segredo de Estado. Segundo o relatório, logo após esses países estão os Estados Unidos, o único das Américas a realizar execuções, com 39 mortes registradas.

De acordo com o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, apenas um pequeno número de países realizou a grande maioria desses assassinatos patrocinados pelo Estado. O secretário ainda afirmou que esses países não podem desfazer o progresso global já feito no sentido da abolição da pena de morte.

 Ao longo dos últimos 20 anos houve um declínio significativo no número de Estados que utilizam a pena de morte. Em 1994, 36 países implementavam ativamente a prática; 10 anos depois, esse número caiu para 25 e atingiu a marca de 22 no ano passado. Além disso, muitos países que executaram em 2012 não decretaram mais sentenças de morte no ano passado, incluindo Gâmbia, Emirados Árabes Unidos e Paquistão. (pulsar/opera mundi)

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