Em São Paulo, GCM preso por chacina de 5 jovens integra grupo chamado ‘Caveiras’


ROMU (Rondas Ostensivas Municipais) da cidade do ABC Paulista (foto: ponte)

ROMU (Rondas Ostensivas Municipais) da cidade do ABC Paulista (foto: ponte)

O guarda civil municipal (GCM) de Santo André, na Grande São Paulo, que se entregou na última quinta-feira (10) confessando ter criado um perfil falso no Facebook para que outros homens matassem os cinco rapazes no dia 21 de outubro deste ano se chama Rodrigo Gonçalves de Oliveira.

Oliveira, conhecido como Digão, é integrante da Rondas Ostensivas Municipais (ROMU) da cidade do ABC Paulista, uma espécie de tropa de elite da guarda municipal. De acordo com as investigações, ele é integrante de um grupo de GCMs chamado de “Caveiras”, porque todos os que pertencem ao conjunto têm caveiras de alumínio coladas nos coldres dos braços.

Após o GCM ter confessado envolvimento no crime, que teve sequestro, assassinato e decaptação, ele saiu do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, por volta da meia noite. De lá, ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML)  para fazer o exame de corpo de delito e, depois, para a carceragem da oitava Delegacia de Polícia (DP), no Brás, região central da cidade. Ele está em uma carceragem específica para ex-guardas civis e ex-policiais, militares e civis.

Além de Rodrigo Gonçalves de Oliveira, outros dois guardas municipais de Santo André são investigados sob suspeita de criar perfis falsos de meninas na rede social Facebook para atrair os cinco jovens moradores da zona leste de São Paulo para uma festa.

O alvo dos três guardas civis municipais era Caique Henrique Machado, de 18 anos, e um dos jovens mortos na chacina. Conhecido como Pirata, o rapaz era considerado pelos amigos do GCM Rodolfo Lopes Sabino, 30 anos, como um dos dois criminosos que atacaram o guarda e o mataram com um tiro na nuca para roubar seu carro, abandonado no Jardim Rodolfo Pirani, na zona leste de capital, onde os jovens viviam.

O DHPP investiga, além dos GCMs, a participação de PMs no sequestro e morte dos cinco jovens. Os corpos de César Augusto Gomes Silva, 19 anos, Jonathan Moreira Ferreira e Caique Henrique Machado Silva, ambos de 18, Robson Fernando Donato de Paula, cadeirante de 16, e Jonas Ferreira Januário, 30, foram encontrados no domingo (6/11), em uma mata em Mogi das Cruzes (Grande SP). (pulsar/ponte)

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