Em 24 anos, 155 campesinos foram assassinados no Paraguai


(foto: reprodução)

(foto: reprodução)

Ao longo de 24 anos, pelo menos 115 perderam a vida em virtude da luta por terra no Paraguai. O país tem um longo histórico de casos envolvendo a participação criminosa de latifundiários e até mesmo de integrantes de governos. Estes dados fazem parte do “Informe Chokokue 1989 – 2013 – O Plano sistemático de execuções na luta pelo território campesino”, de autoria da Coordenadoria de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy).

O novo relatório dá continuidade a outro informe, lançado em 2007, que reúne dados de 1989 a 2005 e denuncia 77 casos de execuções arbitrárias e desaparecimentos forçados, mostrando também um padrão que compromete a responsabilidade do Estado. A nova edição une as informações do relatório anterior e acrescenta novas. Ambos registram e denunciam os casos de dirigentes e integrantes de organizações campesinas executados e desaparecidos no marco da luta por terras e no contexto de ataques organizados contra comunidades rurais, para se apoderar de territórios campesinos.

A Codehupy relata que, durante a última atualização de dados para o relatório, recebeu informações sobre mais 11 possíveis vítimas além dos 115 casos denunciados no relatório.

De acordo com o Informe, a articulação entre latifundiários e interesses corporativos ligados a alguns setores do do agronegócio, aliados com líderes políticos tradicionais, mantêm no Estado seus meios de repressão para praticar esses crimes e garantir-se na impunidade. (pulsar/adital)

Faça um comentário

89 − = 79