Conselho de Psicologia do Rio de Janeiro repudia prisão de estudante durante manifestação


Manifestantes pedem libertação de Wallace (foto: ebc)

Manifestantes pedem libertação de Wallace (foto: ebc)

Em nota divulgada essa semana, o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) lamenta e repudia a prisão do estudante de psicologia Wallace Vieira Santos, de 26 anos, preso durante uma manifestação pública do Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro no Rio de Janeiro.

Para a entidade, “a mídia vem equivocadamente veiculando que Wallace foi preso com porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, assim como constam nos registros policiais”. Apesar da acusação, de acordo com o Conselho de Psicologia, não houve perícia por parte da polícia, o que tem prejudicado os pedidos de liberdade provisória do estudante.

Wallace manifestava-se por uma saúde pública de qualidade. Na nota, o Conselho ressalta que o estudante atuava de acordo com o direito constitucional de liberdade de expressão e portanto não haveriam “motivos legais que justifiquem a sua prisão”.

Os familiares ainda não puderem ter contato com Wallace. No dia 12 de setembro se reuniram em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro exigindo o direito de visitá-lo. Também desejam saber se os remédios levados por eles foram entregues ao estudante e se a Universidade Veiga de Almeida irá abonar as faltas durante o período em que ele se encontra preso.

Na nota, o CRP-RJ ainda lembra que casos como o de Wallace já se tornaram comuns durante as manifestações já que são inúmeros os presos políticos desde junho. Ressalta também que “estudantes, trabalhadores e cidadãos estão sofrendo perseguições e alguns até agredidos durante as passeatas por ações do próprio Estado”.

A advogada Rafaela Lopes, que acompanha o caso de Wallace, afirma que as justificativas da polícia para prender os manifestantes não estão dentro da lei. Ela cita como exemplo o caso de um jovem que foi preso por portar um estilingue. (pulsar)

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