Comunidades se mobilizam contra política de remoções da Prefeitura carioca


Comunidades ameaçadas de remoção no Rio preparam mobilização (foto: comitêpopulardacopa)

Comunidades ameaçadas de remoção no Rio preparam mobilização (foto: comitêpopulardacopa)

Após adiamento da audiência pública na última sexta-feira (30) para novembro, representantes de diversas comunidades atingidas pela política de remoções da Prefeitura do Rio de Janeiro estão organizando um ato para a última semana de outubro.

O presidente da Câmara, Jorge Felipe (PMDB) cancelou a reunião, fechando a entrada da Câmara Municipal devido a ocupação dos professores municipais, que estão em greve. No entanto, eles haviam se disponibilizado ceder a espaço para a realização da audiência pública.

Apesar disso, os presentes para debater o tema realizaram uma reunião no espaço da Ocupação Manoel Congo, localizada ao lado da Câmara. Rosemar Maria, moradora da comunidade de Tubiacanga, relatou que o motivo alegado pela prefeitura para a remoção de sua comunidade seria a necessidade de obras de ampliação do Aeroporto Internacional para a Copa do Mudo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Por se tratar de área federal, os moradores chegaram a fazer uma reunião com o Secretário de Aviação Civil, Moreira Franco, que garantiu a não remoção da comunidade. Entretanto com a proximidade da privatização do aeroporto, continuam se sentindo ameaçados e desrespeitados com a pressão do poder público.

Além da ampliação do Aeroporto, a construção de vias, como a TransOlímpica e a TransOeste, e outros projetos turísticos, como ampliação do Jardim Botânico, são outros motivos alegados para realização das remoções. Segundo José Jorge Contursi, morador do Horto, apesar da remoção da comunidade não estar ligada diretamente aos megaeventos, está inserido num projeto de cidade em que se privilegia o turismo.

A remoção dos moradores do Horto tem como alegação a ampliação do parque do Jardim Botânico. Este motivo não é aceito pelos moradores, tendo em vista que as últimas intervenções no Parque foram para construção de espaços culturais elitizados. (pulsar)

Audios:

  • Rosemar Maria da comunidade de Tubiacanga fala sobre a forma em que as remoções tem sido feitas : Clique para baixar (3 MB)

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