Comunicação dos povos amazônicos integra seminário da Amarc


(foto: A Nave Vai)

(foto: A Nave Vai)

Brasil, Equador e Peru. Três países unidos, dentre outras coisas, pela Amazônia. Com o objetivo de fortalecer a comunicação comunitária dos povos tradicionais dessa região, a Amarc Brasil (Associação Mundial de Rádios Comunitária) realiza desde 2015 o projeto “A Nave Vai”. Atualmente os resultados do trabalho estão no site Pororoca. Nesta quinta-feira (31), os participantes apresentam fotos, vídeos e áudios  no Seminário Internacional Espectro e Redes Digitais.

Nils Brooke, cooperante internacional da Amarc e coordenador da ‘Nave’, conta que a ideia começou com o desejo da Associação de fortalecer o trabalho na Amazônia. A primeira parte contou com uma viagem de seis semanas com comunicadores que passou pelos três países no ano passado. Já neste mês de março o grupo voltou a se reunir para trabalhar o material produzido em Campinas (SP). De acordo com Nils, hoje em dia já fazem parte do projeto cerca de 15 pessoas.

Um dos participantes, Yanda, do povo Zapara do Equador, lembra que uma das ideias da ‘Nave’ é romper as fronteiras políticas, algo que não existe para os povos indígenas. Segundo Yanda uma das coisas mais importantes relacionadas ao projeto é produzir e difundir as próprias informações sobre as comunidades tradicionais da Amazônia.

Uma das representantes do Peru é Rita Muñoz, que é do povo Kukama e trabalha na Radio Ucamara, na comunidade Nauta. Para Rita, a comunicação comunitária ultrapassa a informação, convive com as pessoas e mostra sua realidade para além dos problemas, com valorização da cultura. Ela acredita que a forma de fazer comunicação nasce diferente em cada um, e que o lado comunitário muitas vezes se difere do que é ensinado nas universidades.

Os participantes da ‘Nave’ apresentam seu trabalho às quatro e meia da tarde na  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O seminário ocorre  a partir das oito e meia da manhã nos dias 31 e 1º de abril. No primeiro dia, as atividades ocorrerão no  Instituto de Estudos da Linguagem e, no segundo, no Plenário José Matosinho.

A  entrada será gratuita. Para garantir a participação nas oficinas oferecidas, a organização do encontro solicita a inscrição pelo site do evento. Para saber toda a programação do Seminário Internacional Espectro e Redes Digitais, clique aqui. (pulsar)

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