Companhia Energética de Minas Gerais é responsabilizada por trabalho escravo


(foto: divulgação/SRTE-MG)

(foto: divulgação/SRTE-MG)

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi responsabilizada por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) pela submissão de 179 trabalhadores a condições análogas à escravidão em Belo Horizonte, Minas Gerais. A primeira fiscalização na empresa aconteceu em julho de 2013 e foi acompanhada também pela Polícia Federal.

A conclusão foi resultado de intensa investigação que levou mais de seis meses, com análise de documentos e tomada de depoimentos das vítimas. Além de submeter trabalhadores à condição de escravos, a Cemig é acusada de terceirização ilegal e contratação de empresas sem licitação. A empresa, que possui economia mista e é controlada pelo governo do estado de Minas Gerais, negou as acusações.

O relatório de fiscalização servirá de base para a ação do Ministério Público do Trabalho. Segundo a procuradora Luciana Marques Coutinho, este não é o primeiro caso trabalhista envolvendo a Cemig. De acordo com Luciana, entre as irregularidades que constam no relato fiscal estão inexistência de garantias mínimas e básicas de trabalho, como fornecimento de água potável e instalações sanitárias, falta de treinamento adequado para atividades de risco e jornada exaustiva de até mais de 11 horas por dia. (pulsar/repórter brasil)

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