Comissão da Verdade de SP investiga morte de JK; ex-presidente pode ter sido vítima da ditadura militar


JK governou o país de 1956 a 1961 (foto: reprod.)

JK governou o país de 1956 a 1961 (foto: reprod.)

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo iniciou as investigações das circunstâncias da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em um acidente de carro, em 22 de agosto de 1976. Seu secretário à época afirma que ele vinha sofrendo ameaças.

A primeira fase dos trabalhos da Comissão começou nesta terça-feira (14), com o depoimento de quatro pessoas, dentre eles, o ex-secretário de JK, Serafim Jardim. Em 1996, Serafim solicitou a reabertura das investigações da morte do ex-presidente. Autor do livro “Juscelino Kubitschek: Onde Está a Verdade?”, ele questiona se Juscelino morreu realmente em um acidente de carro.

A versão oficial diz que JK morreu em um acidente na Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. O carro em que ele estava colidiu com uma carreta, depois de fechado por um ônibus. O motorista Geraldo Ribeiro também morreu no acidente. No entanto, a versão de morte acidental é contestada há anos por alguns órgãos e pessoas. Segundo o advogado Paulo Castelo Branco, responsável pela reabertura do processo de investigação, a perícia encontrou um objeto de metal no crânio do motorista Geraldo.

Também foram ouvidos pela Comissão o advogado Paulo Oliver, passageiro do ônibus que fechou o carro onde JK viajava, e Gabriel Junqueira Villa Forte, filho de um brigadeiro que conhecia Juscelino e era dono de um hotel em Resende, a menos de 3 quilômetros do local do acidente.

Para Villa Forte não há o que investigar sobre a morte de Juscelino, já que a curva onde ocorreu o acidente era realmente perigosa. Já o presidente da Comissão da Verdade da Câmara Municipal, vereador Gilberto Natalini (PV), disse à Agência Brasil que as investigações sobre a morte de JK vão continuar.

Serão ouvidas mais seis pessoas, em datas que ainda não foram divulgadas. O grupo encaminhará à Comissão Nacional da Verdade um relatório sobre seus trabalhos. Natalini sustenta que existem vários indícios de que o JK pode ter sido vitima de uma ação política do regime militar. Entre os elementos que considera como “estranhos” está o fato de o carro do ex-presidente não ter sido periciado à época. (pulsar/brasilatual)

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