Católicas progressistas defendem manifestações por direitos individuais e justiça social na vinda do papa


Alguns setores católicos defendem direitos individuais e justiça social

Alguns setores católicos defendem direitos individuais e justiça social (imagem: reprod.)

Para a organização Católicas pelo Direito de Decidir, a vinda do papa Francisco ao Brasil com a Jornada Mundial da Juventude (JM) é uma oportunidade para que movimentos sociais e setores mais progressistas da Igreja apresentem suas demandas.

De acordo com a socióloga Regina Jurkewicz, integrante da coordenação da ong católica, que tem uma perspectiva feminista, as manifestações que têm ocorrido durante a Jornada são importantes para que o papa “tenha ideia do que tem vivido a juventude brasileira”.

Apesar de reconhecer que atualmente existe pouco espaço para setores mais progressistas da Igreja, a socióloga acredita que reformas sejam possíveis dentro da Instituição. De acordo com Regina, a posição da Igreja em relação a atual moral sexual  “não é unânime”, pois “dentro do catolicismo não existe um pensamento único”.

Diante disso, explica que a organização Católicas pelo Direito de Decidir é contra o Manual de Bioética distribuído aos peregrinos. A cartilha condena o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, dentre outros direitos individuais. Regina destaca que o manual apresenta uma visão sobre o aborto que contradiz o ponto de vista científico.

Ela vê nessa ação da Igreja uma reação ao crescimento das lutas dos movimentos sociais  LGBTs e de mulheres. A organização defende a legalização do aborto justamente por considerar esta uma questão de saúde pública. Por isso, luta pela descriminalização da mulheres que optam pela interrupção da gravidez.

Em entrevista a Pulsar Brasil, Regina falou ainda sobre a resistência dos setores mais progressistas que lutam por justiça social e, segundo ela, estão perdendo cada vez mais a autonomia devido ao processo de centralização que a Igreja Católica vem sofrendo nos últimos 20 anos.

Ouça mais na entrevista abaixo. (pulsar)

 

Audios:

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