Bloco desfila em defesa dos direitos da criança e do adolescente no Rio


 

(foto: Ana Ribeiro)

A Associação Beneficente São Martinho se uniu ao Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado do Rio de Janeiro e, em clima de carnaval, levantaram importantes bandeiras do movimento em defesa dos direitos infantojuvenis. Com enredo “Crianças: protagonistas do futuro”, o Bloco da São Martinho desfilou nesta quinta-feira (08/02) reunindo cerca de 100 pessoas na Lapa, Centro do Rio de Janeiro.

As quatro alas “Proteção à Criança e ao Adolescente”, “Não à Exploração Sexual Infantil”, “Direitos Humanos” e “Educação e Cultura” foram comandadas por militantes da causa e crianças e jovens cariocas em situação de vulnerabilidade social com idades entre seis e 24 anos.

Para a conselheira estadual de defesa dos direitos da criança e do adolescente, Marly Souza, o momento foi de “lutar com alegria contra coisas tristes”. Na época do ano em que o abuso e a exploração sexual infantil ficam mais evidenciados, a conselheira trouxe um recado às adolescentes durante o desfile. “Meninas, não é só mulher que precisa denunciar. Vocês não podem se calar!”, recomendou.

Para denunciar qualquer tipo de violação contra crianças e adolescentes, basta discar 100 no telefone ou celular, ou baixar o aplicativo “Proteja Brasil” no celular.

Segundo dados do Disque 100 referentes ao primeiro semestre de 2017, esta é a parcela mais vulnerável da população brasileira. Do total de 84 mil casos de violação de direitos infantojuvenis, 31 mil se referem à negligência; 20 e 17 mil, às violências psicológica e física, respectivamente, e 9 mil à violência sexual. Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro é o segundo mais violento, com 4,7 mil denúncias registradas no período.

Atuando nessa esfera a nível municipal, a Associação Beneficente São Martinho é uma organização sem fins lucrativos criada em 1984 para promover e defender os direitos das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social no Rio. É vinculada à Província Carmelitana de Santo Elias e atinge diretamente por ano mais de 1.700 crianças e jovens em situação de rua ou residentes em comunidades e ocupações urbanas. (reportagem: Ana Ribeiro/Rede Não Bata, Eduque)

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