Bachelet defende a legalização do aborto no Chile


(foto: pragmatismo político)

(foto: pragmatismo político)

A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta quinta-feira (22) que a discussão sobre a descriminalização do aborto deve deixar de ser um tema “tabu”, depois das críticas da direita e da Igreja que recebeu ao anunciar que enviará um projeto de lei sobre o tema.

Na última quinta-feira (22), a presidenta anunciou no Congresso a sua intenção de elaborar um projeto de lei para descriminalizar o aborto nos casos de risco de morte para a mãe, estupro ou se o feto for inviável.

O tema, que Bachelet já adiantou em seu programa eleitoral, provocou reprovação da oposição conservadora e da Igreja Católica, assim como o ceticismo de alguns setores governistas como a Democracia Cristã (DC).

Bachelet lembrou em sua fala que o aborto terapêutico era permitido no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e considerou que o assunto “é um problema de saúde pública” que deve ser discutido na sociedade e no parlamento.

O aborto é proibido no Chile por uma norma imposta pelo ditador Augusto Pinochet em 1989, pouco antes de entregar o poder. Ele modificou o artigo 119 do Código Sanitário, que desde 1931 permitia o aborto terapêutico no país. (pulsar/rba)

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