Após vigília contra as remoções, casa do prefeito do Rio amanhece pichada: ‘SMH 171’


Marcas lembram procedimento da prefeitura em casos de despejos (foto: Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas)

Marcas lembram procedimento da prefeitura em casos de despejos (foto: Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas)

A entrada da residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes amanheceu neste domingo (18) com pichações. Nos muros, era possível ler ‘SMH 171’ e ‘Remove o Paes’. No portão, uma cruz marcada com o nome centenas de comunidades que foram removidas ou que estão ameaçadas de remoção e vários sacos de entulhos coletados em despejos feitos pela prefeitura.

Foram as marcas de uma vigília que reuniu cerca de 300 pessoas. No sábado (17), os manifestantes marcharam até a residência oficial do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e ali montaram acampamento para exigir o fim dos despejos e das remoções arbitrárias de comunidades feitas na cidade. Estavam presentes moradores de diversas comunidades.

Eles lembram que 19 mil famílias já foram removidas somente na gestão de Eduardo Paes, segundo dados da própria prefeitura, que associa em seu website a maioria das obras à realização das Olimpíadas na cidade. Os manifestantes afirmam que estes processos ficaram marcados pelo autoritarismo, pela falta de diálogo e por ilegalidades.

As pichações na casa do prefeito são uma referência a um procedimento feito nas comunidades. Agentes da prefeitura costumam marcar as casas que serão derrubadas com a sigla da Secretaria Municipal de Habitação (SMH) seguida por um número. A prática é semelhante à marcação de casas de judeus na Alemanha Nazista e é criticada por moradores e por organizações de direitos humanos.

 

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