Amarc Brasil realiza sua 10ª Assembleia Nacional em Belém do Pará


Foto do seminário "Rádio Comunitária para Todos do Povos", realizado antes da Assembleia da Amarc. (Foto: Antônio Marques)

Foto do seminário “Rádio Comunitária para Todos do Povos”, realizado antes da Assembleia da Amarc. (Foto: Antônio Marques)

A Associação Mundial das Rádios Comunitárias (Amarc Brasil) elegeu os novos integrantes de seu Conselho Político, além de debater e aprovar seu regimento interno em sua 10ª Assembleia Nacional. O evento contou com cerca de 40 pessoas e ocorreu entre 29 e 1º de setembro, em Belém do Pará.

Integram a nova gestão: Domingos de Moraes, da Rádio Comunitária Nativa, do Pará; Rosa Gonçalves, da Rádio Comunitária Independência, do Ceará; Rosmari Castilhos, do Ilê Mulher, do Rio Grande do Sul; João Paulo Malerba e Taís Ladeira, ambos associados individuais. E, ainda, o associado Pedro Martins, escolhido representante nacional, e Célia Rodrigues, representante da Rede de Mulheres da Amarc Brasil.

Arthur William deixa a representação nacional e assume a Coordenação Executiva. Durante o debate sobre o atual contexto político no país, avaliou que o governo federal precisa dialogar com as organizações e movimentos sociais que lutam pelo direito à comunicação. Arthur afirmou que o poder público até tem recebido, mas não tem construído políticas públicas junto à sociedade civil organizada.

O debate sobre a comunicação comunitária no Brasil e em outros países foi aprofundado. Porém, fez falta na Assembleia um espaço para propor e organizar ações para os próximos anos. Ainda assim, algumas foram elencadas: fortalecer a campanha de recolhimento de assinaturas para a Lei da Mídia Democrática; continuar debatendo a digitalização do rádio; e associar o debate de Comunicação ao de Cultura, entre outros.

Inclusive, a Assembleia foi precedida por um seminário que relacionou a luta pelo direito à comunicação a de povos tradicionais e rurais. Ficou claro que a Lei 9612, que regula as comunitárias, não contempla indígenas, quilombolas, dentre outros grupos étnicos. Crítica à limitação geográfica imposta pela norma, a Amarc Brasil defende um conceito de comunidade por interesses comuns. (pulsar)

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