Alerj instala fórum de diálogo com mulheres negras; ativistas apontam racismo em caso Rafael Braga


Marcha da Consciência Negra em São Paulo (foto: mídia ninja)

Marcha da Consciência Negra em São Paulo (foto: mídia ninja)

Foi instalado nesta quinta-feira (03) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, o Fórum Permanente de Diálogo com as Mulheres Negras. O novo instrumento tem o objetivo de acolher de forma constante as demandas de políticas públicas contra o racismo e pela igualdade.

Durante a cerimônia de instalação, Ana Cristina Gomes, do Fórum Estadual de Mulheres Negras, falou sobre a necessidade do espaço pela urgência de interromper, por exemplo, o genocídio da população negra.

Diversos movimentos de mulheres negras participaram da instalação do fórum. O racismo institucional que precisa ser combatido foi exemplificado também no caso de Rafael Braga, cujo julgamento do habeas corpus está previsto para a próxima semana.

Rafael, jovem negro e pobre, foi preso durante as manifestações de junho de 2013 e condenado a onze anos e três meses de prisão por reincidência após ter sido pego com baixa quantidade de drogas. Dandara Rodrigues, do Movimento pela Liberdade de Rafael Braga, reforçou a importância de o fórum mirar também no racismo da Justiça.

O deputado Waldeck Carneiro, do PT, co-autor da resolução que criou o fórum também assinada pelas deputadas Tia Ju, do PRB e Marta Rocha, do PDT, destacou que o espaço não será apenas simbólico.

Os deputados disseram que vão demandar que em 2018, o fórum tenha uma dotação orçamentária própria. (pulsar)

*Informação da Radioagência Nacional

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